26/02/2005 17:32
retornando ás atividades do blig...mas ainda sem real inspiração...
enviada por Fê
19/09/2004 15:46
Pequenas Histórias Verídicas II
O mendigo desenha palavras-hierógrifos com os fios do yakissoba na calçada de uma rua da cidade de São Paulo. A fome pode bater, mas sua carta a ser escrita em letras ininteligíveis é mais urgente. Dias depois o mesmo mendigo derruba todo o arroz-feijão da marmita no chão. Talvez a fome esteja evocando a raiva pela própria comida.
enviada por Fê
11/09/2004 02:53

enviada por Fê
27/08/2004 12:43
Pequenas Histórias Verídicas I
O pescador cantando no mar, á noite, criando um círculo com sua rede nas águas calmas da praia de Parati. Um cachorro se aproxima do mar, olha calmamente o horizonte, contemplando a imensidade como quem filosofa. O pescador observa-o e grita lá de longe: - Já tá aí me esperando, vinagrete!
enviada por Fê
12/08/2004 15:45
13 DE AGOSTO
Está chegando meu aniversário. Época de renovação da alma e rejuvenescimento. Evoé ao Sol, meu regente. Evoé à Baco, deus do vinho. Oxalá a Iansã, senhora das tempestades. Axé à Iemanjá, mãe das águas.Que os deuses me abençoem e iluminem.
enviada por Fê
18/07/2004 14:06

enviada por Fê
12/07/2004 22:00
Estou dando de cara com todos meus defeitos, e são muitos!
Estou limpa de máscaras, observando a minha própria sujeira que se apossou há muito tempo sem que eu me desse conta: medo, orgulho, inveja, inércia, poluição de palavras e pensamentos.
Estou precisando resgatar o silêncio e a força. O silêncio da mente e das emoções através da meditação, da respiração, do não fazer; e a força através do contato com a natureza, através da escuta dos sons naturais e dos chamados da vida, da intuição, do amor.
Semana passada presenciei a espiritualidade de maneira muito profunda em dois momentos: em um ritual indígena onde dancei, brinquei, me envolvi com eles como uma menina respeitosa com vontade de chegar na grandeza de uma verdadeira conexão. O outro foi uma vivência de seis horas em um trabalho de conquista do valor próprio e da espiritualidade, onde me vi imersa em grande paz. Vivências que aconteceram justamente em uma semana que estava tão distante de minha essência (e tão consciente disso), que pouco conseguiram me transformar no momento, mas que agora estão fazendo um bem enorme no meu interior.
enviada por Fê
06/07/2004 17:28
Acho incrível o aprendizado que se tem quando o corpo adoece. O corpo, que provavelmente já vinha pedindo há tempos atenção, um ritmo mais orgânico, não é ouvido e PARA. É o poder que tem: parar de funcionar corretamente. Mesmo quando é somente um resfriado. O corpo exige uma desaceleração. Da mente. Das preocupações. E pede pra você parar. Olhar o céu. Esvaziar. Ouvir a respiração. Distencionar as couraças. Sentir a roupa no corpo. Perceber o tempo agindo como no calendário Maia. O tempo que age em comunhão com o Universo. E viver tranquilamente..., lembrando com graça das palavras de Hermeto Pascoal: quem corre atrás, cheira peido!
enviada por Fê
01/07/2004 13:54
vida, ah! minha vida...
enviada por Fê
30/05/2004 14:14

enviada por Fê
30/05/2004 14:11
Tecendo a Manhã
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
João Cabral de Mello Neto
enviada por Fê
30/05/2004 13:48
É difícil eu falar de mim, ainda mais hoje em dia que sou tantas, e nenhuma delas; eu busco, busco, busco, uma inquietação sem fim faz parte cotidianamente da minha vida. FOGO. Ás vezes sinto falta de sossego, de silêncio...
enviada por Fê
16/05/2004 02:07
www.imagenshumanas.com
dêem uma apreciada nesse maravilhoso site de fotos humanas
enviada por Fê
16/05/2004 01:40

enviada por Fê
16/05/2004 01:31
FRIO E FOGO
O frio vem chegando, e meu coração se acalentando. Como é gostoso os corpos humanos, os troncos das árvores, as pétalas das flores...
São Paulo parece tão cruel com seus cinzas prédios, pontes e muros, sujos e escuros... Como é possível pessoas tão incríveis numa cidade tão feia? Todos aqui são artistas, principalmente os mendigos, os seres da rua que vivem o esplendor de nossa miséria...
enviada por Fê
22/04/2004 03:04
surpresas, encontros, reencontros
gostosa a vida! surpreendente...
de repente a gente conhece pessoas especiais, passa por um lugar novo e se sente bem, passeia por espaços redescobertos, reencontra amigos antigos... e tudo ganha cor, fica vivo, alegre, como se a vida fosse assim mesmo, feliz. e eu lembro de momentos mágicos passados - tantos, meu deus! - e chego a única conclusão que poderia chegar: a vida é assim mesmo, deliciosa!
enviada por Fê
10/04/2004 17:34
"As raças humanas não existem"
Características físicas não reflectem o passado genético
Um branco pode ser geneticamente africano e um negro pode ter genes europeus, quiçá mesmo nórdicos. É a conclusão de cientistas brasileiros e portugueses, que dizem: "as raças só existem como idealizações sociais".
Catarina van der Kellen
Jornalista

enviada por Fê
10/04/2004 17:29
tupy, tupy, or not tupy...
enviada por Fê
10/04/2004 17:20
RITUAL
Estou em busca desse encontro sagrado com a arte. Teatro dionisíaco. Nosso grupo Dabucuri tem pesquisado e exercitado o ritual e muitas coisas já aconteceram desde então, neste e notros planos. Um beija-flor já veio nos visitar e abençoar, alguns animais pessoais incorporados, o ritual das vogais atingiu as profundezas da terra e trouxe imagens inspiradoras, uma linda música indígena foi criada pela maravilhosa Rosália, nossa cantora, nossos corpos já foram pintados de lama negra natural de Paraty e um EVOÉ à Baco já foi celebrado por nós.
enviada por Fê
09/04/2004 01:47
o começo. o re-. o que me compõe?
sou feita de carne e sensibilidade.
sou metamorfose.sou atriz. sou mulher.
minha pele arrepia com o movimento natural da vida.
como responder a essa pergunta sem me sentir mentirosa..
enviada por Fê
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